L U G A R E S C O M H I S T Ó R I A E A
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Declarado Reserva Natural e
Reserva Biogenética do Concelho da Europa, o arquipélago das Berlengas exibe
uma impressionante natureza selvagem. Na verdade, é um mundo que não pertence
ao Homem, mas que apetece a qualquer pessoa desfrutar.
Forte de S. João
Baptista
O forte de S. João Batista é a
principal embarcação a fazer o transporte de passageiros a partir de Peniche,
que dista cerca de 10 quilómetros, traduzindo-se em 50 minutos de viagem.
No fundo, um dia basta somente para
percorrer a Berlenga, atravessar os trilhos definidos para os turistas, visitar
o Forte de S. João Baptista, passar ao largo do magnífico Farol D. Duque de
Bragança, passear de lancha por entre as grutas e mergulhar ainda na pequena
praia do Carreiro do Mosteiro, de belíssimas águas verdes transparentes, mas
são necessários alguns dias de permanência na ilha, para absorver o seu temperamento
agreste e solitário, conhecer as gentes que a habitam, apesar de, no Inverno,
se encontrar unicamente um casal responsável pela manutenção da ilha, e
desfrutar profundamente da paz trazida pelo ócio e pelos sons da natureza.
Riqueza natural
O arquipélago das Berlengas
constitui um ecossistema de enorme riqueza, tanto ao nível da flora como da
fauna, porém, de equilíbrio frágil e, por isso, o seu estatuto de Reserva
Natural tem contribuído para a preservação deste ecossistema insular, composto
por uma centena de espécies botânicas diferentes, répteis, mamíferos,
exemplares valiosos ao nível da avifauna marinha, e ainda por um riquíssimo
património arqueológico subaquático.
A Reserva Natural das Berlengas,
a primeira reserva marinha portuguesa, contempla mil hectares de mar ao seu
redor e além da quantidade exorbitante de histórias de piratas e naufrágios,
guarda também uma biodiversidade extraordinária, apresentando espécies próprias
da orla litoral e outras oriundas do mar alto. Nestas águas apenas é permitida
a pesca à linha, artesanal ou desportiva, sendo interdita a captura de
quaisquer espécies não piscícolas ou a utilização de outras artes piscatórias.
Realização de:
Bárbara Rosa, Maria Rebelo e Tatiana Ferreira, 11ºB
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